domingo, 1 de novembro de 2015

Pau a pique

Pau a pique, também conhecida como taipa de mão, taipa de sopapo ou taipa de sebe.
Trata-se uma técnica construtiva antiga que consistia no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas no solo, com vigas horizontais, geralmente de bambu amarradas entre si por cipós, dando origem a um grande painel perfurado que, após ter os vãos preenchidos com barro, transformava-se em parede. Podia receber acabamento alisado ou não, permanecendo rústica, ou ainda receber pintura de caiação.
Utilizado no repertório das construções dos séculos XVIII e XIX, período colonial. Sobretudo nas paredes internas de tais edificações. Das técnicas em arquitetura de terra é a mais utilizada, principalmente por dispensar materiais importados. Note-se que seu uso ocorre, em sua maioria, na zona rural.
É possível encontrar edificações construídas em pau a pique e revestidas, com argamassa de cimento.
A construção de pau a pique, quando mal executada e mal acabada, pode se degradar em pouco tempo, apresentar rachaduras e fendas, inclusive se tornando alvo de roedores e insetos, que se instalam nestas aberturas É importante a execução de uma base de pedra de no mínimo 50 cm, devidamente rebocada e coberta, para evitar o risco da presença do mosquito de Chagas e a degradação do pau a pique, mesmo quando utilizado em áreas frias como cozinhas e banheiros.
Houve alguma evolução na forma de construir com pau a pique. As madeiras deixaram de ser fixadas no solo, pelo fato de apodrecerem rapidamente, suas amarrações passaram ser feitas com outros materiais, fibra vegetal e arame galvanizado. Mais recentemente, no Chile, têm surgido construções utilizando uma variação desta técnica, que é chamada de quincha metálica ou tecnobarro, onde a madeira da "gaiola" é substituída por malha de ferro, preenchida com barro através de equipamento apropriado.
Método executivo:

1. Estrutura: utiliza varas de eucalipto de 2 a 4 cm de diâmetro, com espaçamento de 15 cm entre elas. Inicialmente, uma fileira das peças verticais é fixada na base. Depois, vêm as horizontais. Por fim, repete-se a inserção das varas verticais, paralelamente às da primeira leva, formando uma espécie de sanduíche.
2. Fixação: para atar as madeiras, usam-se pregos 15 x 18 (preferencialmente sem cabeça e galvanizados) ou amarração com fibras naturais.
3. Base: pedra ou blocos de concreto compõem a fundação de 20 a 30 cm de altura, que evita a decomposição do barro pela ação da umidade. “Ela pode ser dispensada em áreas internas”, enfatiza a arquiteta.

4. Barro: testam-se amostras locais umedecendo-as com água e formando pequenas bolas, que devem secar naturalmente ao longo de um dia. Se aparecerem poucas rachaduras na massa, bom sinal: isso indica a boa qualidade da matéria-prima. A mistura do barro com a água é feita com os pés; já sua aplicação na trama, com as mãos, de uma só vez.


















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